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sexta-feira, 13 de março de 2015

Justa Causa - Gislaine Oliveira

Depois de tanto tempo afastado do blog (por motivos maiores, eu juro), estou de volta, e com uma leitura muito gostosa de fim de tarde. Justa Causa, é aquele tipo de livro leve e agradável de ler, principalmente, naqueles momentos que você decididamente parece precisar de uma 'boa causa' para escapar a realidade. 

Andréia e Diego, ou Sr. Diego, se preferir, são os protagonistas dessa envolvente e divertida estória. É quando Andréia vai trabalhar na Enterteniment, uma grande empresa, que ela conhece o misterioso e mau humorado, porém, lindo e sedutor, Diego. Como alguém consegue ser tudo isso ao mesmo tempo? Difícil de imaginar, não é mesmo? Então, depois de algumas atitudes ousadas e a relutância da nossa divertidissima Andréia em chamá-lo de 'Sr. Diego', esses dois vão acabar descobrindo como estavam inteiramente enganados, um sobre o outro, e o que já era esperado acontece; eles acabam se apaixonando. 

Eu literalmente devorei o livro em menos de três horas. Primeiramente, acho que devido a linguagem fácil e descontraída que a autora optou por contar a estória. Além disso, não pude deixar de dar altas risadas com a Andréia durante toda a leitura, o que me fez não conseguir largá-lo.

Justa Causa é uma estória apaixonante, divertida, e não poderia esquecer de mencionar, um tanto apimentada. 

- Se você pular, eu pulo. Lembra? - E pulei em direção ao nada. Aquilo era fantástico e apavorante. E então, eu vi que o Di tinha pulado também.
     Sim. Isso era amor. Ou suicídio. O que você preferir.

P. S. A Gislaine, que é uma fofa, me enviou esse exemplar e mais um monte de mimos e cartinhas. 


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Cor dos Olhos Teus - Andrea Lopes

"Nosso felizes para sempre é uma coleção de momentos especiais"




Encantador. É o adjetivo que encontrei que melhor define 'A Cor dos Olhos Teus'. O livro conta a arrebatadora história de amor entre Alan e Daniele, um lindo médico cirurgião de olhos azuis-violeta, e uma fascinante empresária e fundadora de uma ONG. A narrativa, em primeira pessoa é simples e fluida, trazendo ora o ponto de vista da Daniele, ora o do Alan. A espontaneidade é um ponto bem explorado na escrita da autora, que logo de início consegue captar a atenção do leitor, surpreendendo-o a cada página.

Eu amei o senso de humor e o carisma da Dani, que principalmente nos momentos de tensão, tem altos debates com seu seu subconsciente, a quem ela carinhosamente apelidou de sub. Como é um livro curto, eu o li no campus da faculdade, geralmente entre uma aula e outra, então, foram momentos de fuga da realidade, onde eu me permitia sair da minha rotina turbulenta e me aventurar na ardente paixão vivida pelos protagonistas. O livro foi meio que uma válvula de escape, uma ligeira fuga do que estava acontecendo ao meu redor, como todos os livros geralmente são para mim, mas esse em questão, merece um destaque especial nesse quesito, devido o incrível senso de humor da Daniele que me proporcionou altas risadas. Eu simplesmente me apaixonei por ela. Sério mesmo.


É no litoral sul de Santa Catarina que tudo começa, quando Daniele e sua família decidem passar as férias em um charmoso chalé de praia. Daí, nosso lindo e apaixonante Alan, com seus lindos olhos de duas cores, surge na vida da Dani e ela se vê perdidamente atraída por ele. Então, é nesse meio tempo que eles se entregam de corpo e alma um ao outro, com uma intensidade e vivacidade inenarrável. 

Só que nem tudo são flores, e será preciso dez anos para que eles, de forma totalmente despretenciosa, voltem a se encontrar, em Cadaqués, litoral da Espanha. E, esse reencontro é fundamental para que muitas coisas se esclareçam, é quando eles podem se permitir dar uma segunda chance ao sentimento que nunca os deixou, e principalmente para que seja posto a prova se o que eles sentem é verdadeiramente amor. 

"É pouco provável que exista um presente ou algum futuro para nós. Mas talvez entender melhor o que se passou me trouxesse um pouco de paz de espírito."

A Cor dos Olhos Teus, é um livro que foge ao lugar-comum, ao nos apresentar um romance, que não é nenhum pouco clichê, com protagonistas de personalidades fortes, que sabem o que quer, e onde querem chegar. Um dos pontos que me surpreendeu na escrita da autora é a sua maneira de abordar assuntos que costumam ser considerados tabus, ou pouco explorados em livros, como a descrição das cenas de sexo entre os personagens. 

Eu me deixei seduzir pelo livro, e a partir disso, vivi cada momento com os personagens, imaginando cada cena, lugar, expressões. E é muito bom quando isso acontece. Alan e Daniele, são definitivamente um casal apaixonante, sua história, encontros, descobertas, amadurecimento, mexe com o leitor, e o conquista de uma vez por todas. 

"Eles se olharam, sorriram, e nem mil palavras, nada no mundo poderia traduzir a perfeição daquele momento".


P.S. A autora carinhosamente me enviou um exemplar do livro, e em breve, postarei uma entrevista com ela.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Eu Me Chamo Antônio - Pedro Gabriel

Primeiro, encanto. Depois, desencanto. Por fim, cada um pro seu canto.

Do guardanapo para o livro, "Eu Me Chamo Antônio" é fruto do sucesso imediato da página de mesmo nome, no facebook, que comporta os rabiscos em guardanapo feitos pelo Pedro Gabriel, na companhia dos muitos chopes pela madrugada, no bar, Café Lamas.


Com uma simplicidade notável, Antônio comenta através de frases e rabiscos, sobre os encontros e desencontros da vida, que propiciam desde momentos extremamente alegres, a momentos de fraqueza e insegurança. E, é a partir desta mistura de sentimentos intensos e às vezes tão diferentes que ele controi uma história simples, encantadora e apaixonante. Um livro que exala poesia.


Ao mesmo tempo, uma levesa sútil, e uma linguaguem prática mostram se presentes na escrita de Pedro/Antônio. E você vai respirando poesia do início ao fim, tentando inalar a essência à cada página virada, dando importância até mesmo aos traços que suavemente fazem as palavras dançarem no papel. Então, sem perceber, você vai se perdendo em seus próprios pensamentos. 


Cada página deste livro é uma obra de arte, e você não quer deixar passar nenhum detalhe. 






sábado, 13 de setembro de 2014

O Reino das Vozes que Não se Calam - Carolina Munhóz & Sophia Abrãao

Porque do alto é possível saber a verdade. Tudo que vem do céu é mais forte.


Nossa querida Guardiã e narradora desta história fascinante nos apresenta um livro que emociona e chega a tirar o fôlego do iníco ao fim. Escrito a quatro mãos por Carolina Munhóz e Sophia Abrahão, 'O Reino das Vozes que Não se Calam' é muito mais que um livro de literatura fantástica ao qual estamos habituados a conhecer. Este é um livro com a mente nas nuvens mas, que não tira os pés do chão. Onde o leitor é induzido a refletir fazendo questionamentos a si próprio sobre sua vida. E, suas maneiras de pensar e agir se assemelham tanto às dos personagens do livro como Sophie, Leo, Anna e/ou os demais que em diversos momentos pude sentir uma sensação, talvez considerada estranha por alguns, de está de fato vivendo aquilo junto aos personagens, ou no mínimo, assistindo de muito perto. 


Sophie é uma garota diferente que gostuma vê o mundo com um tom acinzentado, pálido e sem graça. Muito disso se deve ao bullying práticado pelos colegas da escola e consequentemente, sofrido pela garota que sempre sentia-se incompleta e não compreendida pelas pessoas a sua volta. Depois de descobrir-se ser a princesa e futura Rainha de um Reino em outra dimensão, ela tenta incansávelmente através de diversos metódos abandonar a sua vida de "humana" no plano terrestre de uma vez, para que assim possa finalmente ser feliz. E, é a partir desse ponto de vista da sua vida, outrora tão "normal" e agora tão complexa que ela se exclui cada vez mais do convívio social e de todos que a cercam, passando a viver literalmente pela metade, como se seu corpo estivesse ali mas, sua alma não. 

– Você não vai precisar de casaco. O dia está quente.
- A sala de cinema é fria.
- Depende da companhia.


Mas, o que ela não fazia ideia é que aquele perfeito paraíso por ela descoberto e para o qual era sugada enquanto dormia tinha muito para ensiná-la sobre sua vida na Terra e sua relação com as pessoas que a amavam incondicionalmente am ambas as dimensões. Os Tirus, seres mágicos habitantes do Reino desempenham um papel de extrema importância no desenrolar do enredo. São eles quem revelam esse outro lado da vida para Sophie, um lado mais colorido, alegre e mágico. Um lugar onde as pessoas podem se permitir sonhar com o inalcansável e onde o impossível parece questão de opinião. Uma dimensão encatandora que com suas muitas cores conquista o coração da garota. E, é claro, não poderia deixar de mencionar seu romance com Leo. Um garoto diferente, assim como ela, que a compreendia e estava sempre ao seu lado, sem exigir nada em troca. Apenas pelo simples prazer de estar em sua companhia, ainda que Sophie não fosse uma garota fácil de lidar, o que na minha opinião é o que mais fascina o Leo. Assim, ainda que com um histórico relativamente conturbado, o amor, sentimento recíproco e de uma pureza incontestável compartilhado por eles, mais uma vez prova que não há obstáculos que sejam grande o suficiente para separar um casal de jovens apaixonados.

- Somos apenas duas almas perdidas...

- Nadando num aquário.


A descoberta do Reino mágico pela Sophie, sua relação com os pais, seu relacionamento com o Leo, que é um tremendo fofo, sua amizade com Anna e, posteriomente Mônica, cada um desses detalhes têm algo maior a nos ensinar. De uma maneira especial e meticulosamente peculiar conseguem nos despertar sensações e até lembranças em algum momento esquecidas devido a correria dos nossos dia a dia. O que me leva a perceber o quanto de emoção e aprendizado 'O Reino das Vozes que Não se Calam' têm para oferecer aqueles que se deixarem ser seduzidos por esse Reino Mágico. Um lugar particularmente confortável, sedutor e que inspira liberdade. Um lar para os Tirus, incluindo você.
Eu - totalmente nervoso e sem graça - ao lado da fada, Carolina Munhóz


P.S. Metade desse post foi escrito por celular ainda dentro do ônibus a caminho do lançamento do mesmo, aqui em Recife. O livro me conquistou de um jeito que não me aguentava por esperar até a noite para resenhá-lo. 

Em outro post, contarei mais detalhes sobre o encontro de hoje com a Carol e o Raphael, pelo menos assim espero, se a faculdade deixar. 

Não deixem de acompanhar a literátura fanstástica que está cada vez mais ganhando espaço na vida e nas estantes dos jovens brasileiros.

Abraços..

sábado, 23 de agosto de 2014

O Heroi Perdido - Rick Riordan

Sete meio-sangues responderão ao chamado
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Deixei a preguiça de lado e resolvi escrever aqui. Estou finalmente de férias da faculdade, e um dos meus passa tempos favoritos nesse período é ler, é claro, então depois de "Crônicas, Joca Souza Leão", comecei a ler "O Heroi Perdido", que a princípio, apesar de já ter lido e amar a série "Percy Jackson e os olimpianos", não estava curtindo muito o livro, talvez por ter passado tanto tempo sem ler algo simples e despretenciosamente. Mas, aos poucos Rick, foi me conquistando outra vez e já estou mais que ansioso para começar a ler a sequencia,  que começarei em breve, e espero terminar antes das aulas voltarem. 

O livro começa com novos personagens, Jason Grace, Piper McLean e Leo Valdez, e aos pouco apresenta-os ao leitor, ao mesmo tempo que os envolvem na boa e velha história que já conhecemos muito bem, então velhos personagens como Annabeth, Quíron, entre outros, aparecem, assim como eles acabam indo parar no Acampamento Meio-Sangue, e uma nova grande profecia surge dando início a um novo caos no mundo dos herois. Nesse meio tempo nosso querido Percy Jackson está desaparecido e Annabeth dedica-se incansavelmente a descobrir seu paradeiro, mas sem obter sucesso. 

Este é um livro de leitura fácil, assim como os demais livros de Rick, mas não deixa de ser interessante, na verdade, o mesmo me fez lembrar como é bom ler livros simples outra vez, e eu decididamente recomendo-o, especialmente a jovens leitores.

Filho do trovão tome cuidado no chão,
Da vingança do gigante os sete nascerão.
A forja e a pomba devem abrir a cela, 
E liberar a morte pela raiva de Hera...

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Álbum de Família - Nelson Rodrigues


Para Nelson Rodrigues, só existem dois tipos de peça: as "interessantes", que tem o intuito de apenas entreter, e as "vitais" que segundo ele, são necessariamente "desagradáveis". 


Escrito em 1946, "Álbum de Família" é baseado numa tragédia familiar, onde se fazem presente elementos polêmicos como traição, ciúme, morte e, principalmente, incesto. A história parece aflorar dos porões do inconsciente, e é neste bizarro mundo concebido por Nelson que o ódio, o desprezo, o amor e a indiferença permeiam pelo mundo isolado desta família, desmistificando a imagem aparentemente normal da instituição familiar, o que resultou em inúmeras críticas e no título de autor maldito no cenário dramático nacional daquela época.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

[foto da web]
O Lado Bom da Vida é narrado como se fosse um diário a partir da perspectiva de Pat Peoples, um ex professor de história, na casa dos 30 anos que foi internado em uma clínica psiquiátrica ou o “lugar ruim”, como ele costuma chamar. Pat é complexo, ingênuo, e dono de um coração de ouro. Tudo isso o torna extremamente cativante e logo você começa a torcer por ele, e, por sua história. Pat não sabe há quanto tempo, nem por quê está no “lugar ruim” e deseja mais que tudo na vida que o fim do “tempo separados”, entre ele e Nikki, chegue logo, e para que isso aconteça, ele decide praticar “ser gentil em vez de ter razão”.

A vida é escrota, aleatória e arbitrária, até que se encontre alguém que faça tudo isso fazer sentido, mesmo que apenas temporariamente.

Não quero ficar em um lugar ruim, em que ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes.

Jeanie, sua mãe, o tira do “lugar ruim” e o leva para casa, mesmo sabendo que as coisas não serão nada fáceis. Uma vez de volta ao mundo, Pat tentar recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, e para isso ele decide reorganizar sua vida, sempre enxergando o melhor lado das coisas, e ainda entrar em forma, para que assim Nikki decida acabar logo o “tempo separados”. O problema em está de volta é que todos se recusam a comentar sobre os acontecimentos do passado ou contar-lhe o real motivo da sua internação.

Deus, eu não pedi um milhão de dólares. Não pedi para ser famoso e poderoso. Nem mesmo pedi que Nikki me aceitasse de volta. Só pedi um encontro. Uma única conversa cara a cara. Tudo que fiz desde que saí do lugar ruim foi tentar melhorar — para me tornar exatamente o que Você quer que todos sejam: uma pessoa boa.

Nosso protagonista acredita que a vida pode ser comparada à um filme, só que sempre com finais felizes. E decorrente disto, ele se mostra indignado com os desfechos pessimistas de certos livro que ele lê durante a trama, entre eles; “O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgeral”, “A Redoma de Vidro, Sylvia Plath”, “Adeus às Armas, Ernest Hemingway”, “A Letra Escarlate, Nathaniel Hawthorne” e, “As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain”. 

E, para estabelecer uma melhor relação com seu pai, Patrick, ele volta a ser um fiel torcedor dos “Eagles”, seu time de futebol americano, o que acaba estreitando sua relação com o seu terapeuta Dr. Cliff, seu pai, e com seu irmão, Jake. Eu me diverti bastante durante os momentos que eles cantavam e encenavam a música de seu time, “Voem, Eagles, voem”.

Estou achando que esta é a parte do meu filme em que parece que nada vai dar certo.

Depois do Pat, todo o meu destaque e entusiasmo vai para Tiffany, que apesar de ser problemática, e maluquinha, é uma ótima pessoa, que adora praia, correr, dançar e acaba se revelando uma mulher frágil, mas, divertida. E, não poderia deixar de ressaltar que a sua essencial, sempre verdadeira, de gênio forte, foi o que mais me encantou.

Parece triste. Parece com raiva. Parece diferente de todas as outras pessoas que conheço. Ela não consegue fingir aquela expressão feliz que os outros fingem quando sabem que estão sendo observados. Ela não precisa fingir comigo, o que me faz confiar nela, de certa forma.

Em meus braços está uma mulher que me deu uma Tabela de Nuvens do Observador do Céu, uma mulher que sabe todos os meus segredos, uma mulher que sabe quão problemática é a minha mente, quantos comprimidos eu tomo, e que ainda assim permite que eu a abrace.

Mesmo progredindo com o fisiculturismo, a medicação e a terapia, por que Pat e Nikki estão separados? Por que ele ficou emocionalmente instável? São respostas que obteremos com um grande e inesperado desfecho, quase no final do livro.

Por que Você nos deu tantas histórias sobre milagres? Por que você enviou seu Filho do céu? Por que você nos deu filmes, se a vida nunca acaba bem? Que merda de Deus é você? Você quer que eu seja infeliz pelo resto da minha vida?

Eu amei o livro, que é de um enredo simples, agradável, inspirador e emocionante, e nenhum pouco apelativo, onde Matthew Quick ao escrever este romance pouco convencional, que não é em nada clichê, mas que nos mostra que podemos sim ter esperança, fidelidade e sempre acreditar no amor e no lado bom da vida.

Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e lembro de continuar tentando.

O mundo encontrará várias e várias maneiras de te machucar, mas você vai encontrar uma pessoa que te traga tanta felicidade e que te ame tanto que as feridas do mundo não vão mais te atingir, porque ela te protege, ela te ama, e acima de tudo você ama ela.

O para sempre começa hoje a noite.
[foto da web]

terça-feira, 25 de março de 2014

O Teorema Katherine, John Green

(foto da web)
O Teorema Katherine, nos apresenta a história de Colin Singleton, um ex-prodígio, nerd, complexo, viciado em anagramas, e fluente em 11 idiomas que após namorar dezenove Katherines, e todas, individualmente terminarem com ele, decide elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Imprevisibilidade das Katherines usando cálculos matemáticos com o intuito de antever o futuro. 

"É possível amar muito alguém (…) Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."

"Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem. Como a Katherine. Agora foi a minha ficha que caiu: se de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou."

Literalmente arrasado, decide seguir os conselhos de seu melhor e único amigo, Hassan, garoto hilário, preguiçoso, mas verdadeiro, e cair na estrada com seu Rabecão de Satãn, nome dado ao seu carro, e é ao chegar em Gutshot, cidadezinha do interior do Tennessee que a vida de Colin vira praticamente ao avesso.

"Eu já fui mais engraçado. Meio que perdi a auto confiança."

Gutshot, reserva muitas surpresas para Colin, é lá que ele conhece Lindsey, uma garota diferente, fundamental na reviravolta que acontece em sua vida. Hassan não fica de fora, tendo também seus hábitos e, consequentemente, sua vida, mudada, depois que conhece Katrina e seus amigos. Mal sabem eles o quanto Gutshot os reserva.

"Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário? Que estranho acreditar que Deus lhe deu a vida e, ao mesmo tempo, achar que a vida não espera de você nada mais que ficar vendo TV (…)"

Colin têm um sério problema de autoestima, e um certo medo de ser deixado para trás, de não fazer nada de extraordinário para o mundo, de não conseguir ser famoso, que é o seu grande sonho, e é devido à seus medos e falta de confiança que em certos momentos ele se torna simplesmente um crianção que reclama de tudo, chegando a ser irritante, mas, felizmente, nestes momentos podemos contar com Hassan, que diz umas grandes verdades a ele, fazendo-o notar que está sendo um grande babaca.

"Como alguém para de ter pânico de ser deixado para trás e acabar sozinho para sempre e não significar nada para o mundo?”

"Se pudessem me ver do jeito que eu me vejo, se pudessem viver em meus pensamentos, será que alguém, qualquer pessoa me amaria?"

O livro é escrito em terceira pessoa, de leitura rápida e fácil de compreender, é uma ótima dica para os amantes de best-seller. Já havia lido "A Culpa é das Estrelas" do John Green, e apesar de continuar a ser o meu livro favorito dele, não posso negar que "O Teorema Katherine " é mais uma prova do quão talentoso ele é. Logo, Green mais uma vez emociona, diverte e conquista com mais uma de suas grandes publicações.

"Eu não conseguia ouvir mais nada no mundo além de você. E, naquele momento, estava tão frio e tão silencioso… E eu te amava tanto. Agora está calor e muito quieto de novo. E eu ainda te amo tanto."

"Quero chorar, então devo estar chorando, mas é impossível dizer ao certo dentro d’água. E não estava. Estranhamente, estava deprimido demais para derramar lágrimas. Magoado demais. A sensação era de que Katherine havia roubado dele a parte que chorava."

(foto da web)

quinta-feira, 13 de março de 2014

Capão Pecado - Ferréz

Adotando uma escrita rápida, considerada crua e seca, Ferréz apresenta-nos uma narrativa original da literatura marginal, confesso que não costumava ler este tipo de livro, mas a narrativa me prendeu, despertando em mim a curiosidade em saber o que vinha pela frente, o que aconteceria com o Rael, o protagonista da história.

Uma história de crime, sem heróis nem romantismo, possui uma narrativa totalmente inovadora, diferente do que estamos acostumados a ver, principalmente aqueles que costumam ler estórias de mocinhos, irão se surpreender com este livro. Lugar de gente pobre, onde miséria, violência, drogas e a morte andam lado a lado, o Capão Redondo é o retrato da injustiça e do sofrimento, neste livro fascinante, Ferréz revela-nos o cotidiano de uma das comunidades mais violentas de São Paulo, onde veículo do IML descendo e subindo virou tradição. 

Através de personagens tão reais e sem futuro algum, a narrativa nos introduz a uma realidade pouco explorada na literatura, provocando os leitores a adquirir uma nova visão da realidade a que estamos submetidos. “O Capão é um lugar abandonado por Deus e batizado pelo diabo”. “Capão Pecado é um grito a dura realidade daqueles que vivem nas periferias.”

“Capão Pecado é um cartão-postal do fim do mundo.”
Jornal da Tarde

“O livro saiu da periferia, onde circula de mão em mão e chegou à classe média.”
Revista Época